O Conselho Federal de Medicina participou da abertura do VII Congresso de Ética Médica do Distrito Federal e do V Congresso de Ética dos Estudantes de Medicina do DF, com a 2ª vice-presidente Rosylane Rocha representando a instituição e ressaltando a importância da ética e do cuidado na prática clínica.
Durante o discurso, a conselheira tratou da expansão dos cursos de Medicina e da necessidade de avaliar a formação dos novos médicos. Ela citou a MP 1.370/26, que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como requisito para o exercício profissional, reconhecendo ganhos para a segurança da população e a qualidade do atendimento.
A 2ª vice-presidente do CFM também abordou os desafios trazidos pela inteligência artificial à medicina, afirmando que as tecnologias devem auxiliar os profissionais sem afastá-los dos pacientes nem comprometer o raciocínio clínico, acrescentando que a evolução tecnológica precisa somar, não subtrair.
Rosylane Rocha ressaltou a necessidade de orientar a prática médica pelos princípios éticos e bioéticos, defendendo a preservação do vínculo médico-paciente. Para ela, a Medicina é uma das mais nobres ciências, que não pode abrir mão do afeto, da empatia, da atenção e do cuidado. Ela encerrou destacando a disponibilidade do CFM para diálogo com médicos e estudantes.
Integram a mesa de abertura Lívia Vanessa Ribeiro Gomes Pancera (presidente do CRM-DF), João Lindolfo Cunha Borges (vice-presidente da Associação Médica de Brasília), Christofer Diego Beraldi Martins (diretor adjunto do Sindicato dos Médicos de Brasília) e George Caetano, estudante da UnB representando a DENEM.
O evento, que vai até sexta-feira, reúne médicos, estudantes e especialistas para debater autonomia profissional, declaração de óbito, IA, tomada de decisão apoiada e segurança do paciente, com atividades como julgamento simulado, apresentação de trabalhos científicos e uma aula magna sobre o panorama da segurança do paciente no Brasil.
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