A mesa final do IV Fórum de Infectologia, realizada nesta sexta, discutiu a hesitação vacinal e estratégias de prevenção da dengue e do herpes zóster. O debate enfatizou a queda da cobertura vacinal e apontou caminhos para reverter o cenário, incluindo maior participação de profissionais de saúde e melhoria no acesso aos imunizantes. O médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima destacou que a hesitação resulta de fatores sociais, institucionais, políticos e comunicacionais, ressaltando a importância de esclarecer dúvidas e fortalecer a confiança nas instituições. Entre as ações sugeridas, ele citou ampliar horários de atendimento, facilitar a disponibilidade de vacinas e realizar a busca ativa, reforçando que a recomendação médica continua entre as mais eficazes quando baseada em evidências. Na pauta sobre dengue, o infectologista Kleber Giovanni Luz abordou as vacinas existentes (CYD, TAK-003 e Butantan) e ressaltou que a vacina brasileira está suspensa, com a CYD apresentando problemas e deixando de ser utilizada. Ele explicou que a prevenção depende do controle do mosquito, uso de repelentes e mosquiteiros, além da necessidade de orientar pacientes sobre medidas que reduzem a transmissão. Na última palestra, o tema foi o herpes zoster. O infectologista Flávio Augusto de Pádua Milagres apresentou o ciclo da doença, tratamentos disponíveis, fatores de risco para reativação do vírus e as opções vacinais, defendendo a vacinação como principal método preventivo.