As atividades da tarde do III Fórum de Medicina do Tráfego do CFM discutiram o papel do especialista como perito e as diretrizes da Abramet para avaliar a aptidão de candidatos com comorbidades para obter a carteira de motorista. O vice-corregedor do CFM e perito médico federal, Francisco Cardoso, abordou a distinção entre o ato assistencial e pericial na prática médica, destacando que o médico do tráfego deve avaliar se o motorista está apto fisicamente e mentalmente para dirigir, sem se preocupar em agradar o paciente ou o governo. O diretor financeiro da Abramet, Adriano José Fontes Isabella, explicou os critérios médicos para definir a validade do Exame de Aptidão Física e Mental, considerando diversos fatores que podem desqualificar um motorista, como problemas cardíacos, neurológicos, cognitivos, entre outros. O diretor científico da Abramet, Flávio Adura, discorreu sobre os critérios atualizados para avaliar a condução veicular de pessoas com epilepsia, ressaltando a importância da nova diretriz, que inclui diferentes situações e evidências científicas recentes para orientar a concessão da carteira de motorista a esses candidatos.