Realizado em Campina Grande (PB), o VI Fórum de Integração do Médico Jovem promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) discutiu os desafios enfrentados pelos recém-formados na área da saúde. O evento abordou temas como formação profissional, residência médica, mercado de trabalho, qualidade do ensino, saúde mental, pejotização, publicidade médica, inteligência artificial, segurança e autonomia profissional. O presidente do CFM, José Hiran Gallo, destacou a importância de formar médicos qualificados para garantir assistência de qualidade aos pacientes, ressaltando a necessidade de aprovação do projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed). Além disso, enfatizou a proteção do ato médico conforme previsto na legislação vigente, diante das tentativas de ampliação de competências por profissionais não médicos. O coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, Bruno Leandro de Souza, apontou que o Brasil conta com mais de 682 mil médicos, sendo 41% com até 10 anos de formação. Destacou também a presença crescente de mulheres na profissão, representando mais de 51% do total nacional. Souza mencionou a realidade na Paraíba, onde há aumento no número de médicos, porém ainda há desafios como concentração de oportunidades, dificuldades de fixação no interior, desigualdade na oferta de campos de prática, necessidade de fortalecimento da residência médica e exigência de maior qualificação. Caio Chaves Limeira, membro da Comissão de Integração do Médico Jovem, alertou para a pressão gerada pelas redes sociais, que levam os profissionais recém-formados a comparações prejudiciais. Ressaltou a importância da construção de carreiras sólidas ao longo do tempo, destacando que a reputação é resultado da competência, consistência, prudência, responsabilidade e confiança ao longo dos anos. Rocio Orihuela Calixto, da Confederação Médica Latino-Iberoamericana e do Caribe (Confemel), abordou a precariedade enfrentada pelos médicos jovens no continente, com dados alarmantes sobre a inserção laboral precária em diversos países. Destacou a situação no Equador, Peru e Bolívia, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde na região.