A FDA tornou pública a lista de integrantes do comitê que discutirá peptídeos no fim de julho. O médico de emergência Owais Durrani afirma que, mesmo com fundamentos positivos para os peptídeos, o ecossistema atual envolve um mercado bilionário, fornecedores pouco regulados e pressão política, o que complica a avaliação de eficácia. Entre os membros designados para o comitê farmacêutico estão nomes como Takyiah Stevenson, Gabri el Alizaidy e outros médicos e farmacêuticos, com a figura de uma representante da indústria sem voto, Donnette D. Staas. Críticas surgem em relação a potenciais conflitos de interesse entre alguns novos integrantes que atuam em clínicas, negócios online ou farmácias ligadas a peptídeos. Alizaidy, com grande alcance nas redes, oferece consultorias sobre peptídeos e hormônios, incluindo orientações sobre onde adquirir cada substância com segurança. Mohammad, chefe médico da Gameday Men’s Health, gerencia clínicas na Flórida que vendem injeções de testosterona, vitaminas e peptídeos. Harshbarger, senador estadual do Tennessee, mantém vínculos com o setor ao atuar em uma empresa familiar que manipula medicamentos para dor e bem‑estar. Durrani considera o curto intervalo entre o anúncio e a reunião preocupante, pois dificulta a verificação prévia do histórico dos indicados. Ele ressalta que o problema não é apenas o indivíduo, mas o padrão: numerosos nomeados possuem laços financeiros ou clínicos com negócios de peptídeos, configurando conflito estrutural. Para ele, comitês deveriam favorecer independência profissional; a composição atual levanta dúvidas sobre como as evidências serão avaliadas diante de pressões públicas.