O Conselho Federal de Medicina realizou um fórum dedicado à Medicina Paliativa, reunindo discussões sobre políticas, prática clínica na era digital e os desafios de atuação em diferentes contextos de cuidado. Durante a abertura, o 1º vice-presidente e presidente em exercício destacou as atribuições do CFM: normatizar, fiscalizar e julgar o exercício da medicina. Também mencionou a meta de integrar as 55 especialidades às câmaras técnicas e formar grupos de trabalho para tratar aspectos humanísticos, científicos e técnicos. A conselheira Maíra Pereira Dantas, da Bahia, coordenadora da Câmara Técnica de Medicina Paliativa, abriu o evento ressaltando a importância de ouvir o que o paciente deseja. Em qualquer situação, a prioridade é o alívio do sofrimento. Ela elogiou a Política Nacional de Cuidados Paliativos do SUS como marco histórico, destacando a capacidade de adaptar o cuidado à diversidade social, o trabalho multiprofissional e a coragem de acolher a finitude com humanidade. A programação inclui painéis sobre a Política Nacional de Cuidados Paliativos na Rede de Atenção à Saúde (atlas, atenção domiciliar, UTI, pediatria e formação em comunicação) e sobre a Medicina Paliativa na Era Digital, com discussões sobre recusa terapêutica segundo a Resolução CFM 2.232/2019, diretivas antecipadas em meio digital e a experiência com receitas digitais para opioides.