Organizações da área médica firmaram uma parceria para ampliar o registro de danos provocados pela atuação de profissionais não médicos junto aos pacientes. A Plataforma Medicina Segura, criada pelo CFM para monitorar impactos da prática médica invasiva, ganhou apoio do CBO, em encontro realizado na sede do CFM. Participaram da reunião a liderança do CFM, incluindo o presidente e a 2ª vice-presidente, além de representantes do CBO, como a presidente e o tesoureiro. O pedido de audiência partiu do CBO para ampliar a cooperação entre as entidades. Segundo o presidente do CFM, a gestão atual aproxima o Conselho das sociedades de especialidade, com a criação de 55 Câmaras Técnicas que envolvem as diversas áreas, fortalecendo a medicina e elevando a qualidade do atendimento. A presidente do CBO mencionou que chegam relatos de danos causados por não médicos e que há desafio de documentá-los com segurança jurídica; ressaltou os benefícios da plataforma para resguardar pacientes e a prática médica. Rosylane Rocha, 2ª vice-presidente do CFM, destacou a relevância da cooperação ao afirmar que as informações ficarão acessíveis às sociedades signatárias do pacto, com proteção de dados conforme a LGPD. Ela reforçou que a participação de especialistas, da sociedade e dos médicos é essencial para o funcionamento da ferramenta. A conselheira federal revisou o histórico da iniciativa, incluindo ações de mobilização, eventos realizados e o desenvolvimento de uma plataforma robusta com diretrizes de sigilo e anonimização dos dados. Próximos passos: o CBO planeja mobilizar lideranças regionais e presidentes de sociedades estaduais para divulgar a ferramenta, com termos a serem definidos entre as áreas jurídicas das duas entidades.