A CMS revisou as orientações sobre a divulgação de métricas de autorização prévia, buscando atender às preocupações da AMA sobre como os planos de saúde apresentam requisitos e resultados. A AMA informou à CMS sobre falhas na divulgação após avaliara 15 contratos do Medicare Advantage para verificar o cumprimento das regras de transparência da regra final de interoperabilidade e autorização prévia de 2024. O levantamento indicou que, à primeira vista, muitos planos pareciam estar em conformidade, porém as informações estavam em formatos ou locais de difícil acesso, dificultando a leitura e o uso. Foram identificados casos em que centenas de códigos de cobrança foram listados sem descrições claras, divulgações obrigatórias ficavam ocultas em portais para médicos ou pacientes e dentro de sites, além de estatísticas sem unidades ou com números díspares, e a divulgação pública omitiu categorias inteiras de cuidado, como saúde comportamental e serviços pós‑agudos. Segundo a AMA, não deveria ser necessário ter senha de portal, manual de faturamento ou formação médica apenas para entender as práticas de autorização prévia de um plano. A entidade destacou exemplos como uma lista extensa de códigos sem explicação em linguagem simples, informações enterradas atrás de portais e números que não batem — com ressalva de que os dados podem não ser confiáveis. A AMA afirma que a nova orientação representa um avanço ao tornar as informações de autorização prévia mais transparentes e utilizáveis, mas ressalta que o trabalho ainda não acabou. A organização pediu à CMS que continue aprimorando as diretrizes de transparência para que pacientes e médicos tenham dados precisos, acessíveis, compreensíveis e compatíveis entre planos. Não é necessário ser especialista para entender o que as seguradoras fazem, afirmou a AMA, que continuará trabalhando com a CMS para que as exigências cumpram de fato o objetivo de transparência.