Nova análise sugere que sinais de cálcio coronário descobertos por acaso podem indicar quais pacientes com psoríase precisam de manejo do risco cardíaco. A apresentação, premiada no congresso de prevenção cardiovascular, descreve o projeto STRATIFY-PsD, resultado da cooperação entre cardiologia e dermatologia. A psoríase é reconhecida como doença inflamatória sistêmica; pacientes com formas graves apresentam maior probabilidade de eventos cardíacos. O CAC pode aparecer em tomografias de tórax já registradas nos prontuários, não apenas em exames cardíacos específicos, com estimativas visuais que costumam acompanhar os valores quantitativos. Entre 4.291 pacientes com psoríase tratados entre 2020 e 2025, 1.382 tinham TC de tórax disponíveis, 610 eram elegíveis para CAC e 379 tinham CAC ≥ 0. Entre os avaliados, 38% tiveram CAC zero, 30% baixo, 17% moderado e 15% alto. Entre os com CAC alto, todos tinham pelo menos um fator de risco e 57,1% já tinham histórico de ASCVD. Observou-se descompasso entre uso de estatina e risco cardiovascular: 21% com CAC alto não tinham registro de estatina, e 75% com CAC ≥0 sem ASCVD prévio não tinham estatina documentada. Conclui-se que o CAC pode melhorar a identificação de pacientes de maior risco, complementando avaliações existentes e impulsionando práticas colaborativas entre dermatologia e cardiologia. Resumo S171 foi apresentado no Congresso ASPC em Scottsdale (31 de jul a 2 ago de 2026). A pesquisadora informou ausência de conflitos de interesse relevantes.