Alopecia androgenética e alopecia areata são duas condições que causam queda de cabelo em mulheres. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda buscar avaliação médica dermatológica diante de qualquer quadro de queda de cabelo, pois possuem causas e tratamentos distintos. O diagnóstico é fundamental para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Enquanto a alopecia androgenética é genética e hormonal, resultando na perda progressiva da espessura dos fios, a alopecia areata é uma condição autoimune que causa queda repentina dos cabelos pela raiz. No caso da alopecia androgenética feminina, a relação entre hormônios e queda de cabelo é crucial. Decisões sobre métodos anticoncepcionais, DIU hormonal e terapia de reposição hormonal devem ser tomadas em conjunto por dermatologistas e ginecologistas, levando em consideração o perfil clínico da paciente. Anticoncepcionais orais desempenham um papel importante, inibindo hormônios associados ao afinamento dos fios. Em alguns casos, é necessário associar bloqueadores hormonais, exigindo contracepção eficaz durante o tratamento. O DIU hormonal também pode ser utilizado como aliado nesse contexto. Na menopausa, a reposição hormonal pode ajudar a melhorar a alopecia androgenética feminina, prolongando a fase de crescimento dos cabelos e reduzindo o impacto dos hormônios androgênicos. Além disso, o tratamento pode incluir minoxidil oral e tópico. A alopecia areata, por sua vez, é uma doença autoimune que vai além da estética, podendo ter um impacto emocional significativo na vida do paciente. Com avanços terapêuticos, como os inibidores de JAK, houve progressos no tratamento dessa condição.