Oncologistas enfrentam pressões estruturais persistentes, aponta pesquisa
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Oncologistas enfrentam pressões estruturais persistentes, aponta pesquisa

Oncologistas encontram significado e identidade em suas carreiras, mas ainda assim enfrentam pressões estruturais persistentes e têm a intenção de deixar a prática, de acordo com uma pesquisa global apresentada na Reunião Anual da ASCO. Mais de 25% dos oncologistas pesquisados expressaram arrependimento em seguir a carreira de oncologia. A taxa de esgotamento entre os oncologistas dos EUA aumentou de 34% em 2013 para 59% em 2023, com estimativas globais de até 45%. Menos conhecido é o entendimento sobre a evasão da força de trabalho, já que o esgotamento é frequentemente examinado isoladamente, em vez de considerar outros fatores contribuintes. A pesquisa envolveu 306 oncologistas (150 nos EUA e 156 em outros países) que participaram de uma pesquisa global enviada por e-mail entre outubro e dezembro de 2025. Os resultados mostraram que 33% dos entrevistados relataram trabalhar mais de cinco dias por semana e 57,7% relataram pelo menos cinco semanas de serviço hospitalar por ano. Mais oncologistas relataram estresse relacionado ao trabalho em comparação com satisfação na carreira, sendo que 27,4% expressaram arrependimento em seguir a carreira de oncologia, atribuído ao desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal e ao esgotamento. Além disso, 45% dos entrevistados relataram já ter considerado deixar a prática, com uma maior intenção de sair entre os médicos dos EUA. A pesquisadora Coral Olazagasti destacou a necessidade de pesquisas baseadas em intervenção para avaliar mudanças no nível do sistema que possam melhorar o bem-estar dos oncologistas. Ela ressaltou a importância de reduzir as cargas de trabalho e melhorar a eficiência para criar culturas profissionais mais saudáveis e promover mudanças necessárias na profissão.

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Campanha Dezembro Laranja: Resultados e Diagnósticos
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Campanha Dezembro Laranja: Resultados e Diagnósticos

A divulgação dos dados do Dia de Atendimento Gratuito, que fez parte da Campanha Dezembro Laranja, acontece neste mês de fevereiro, próximo ao Dia do Dermatologista. Foram realizados 17.562 atendimentos dermatológicos gratuitos em 100 postos em todo o Brasil. Os diagnósticos incluíram casos de carcinoma basocelular, pré-neoplasias, carcinoma espinocelular, melanoma e outros tumores malignos, além de outras dermatoses. No ano de 2024, o Carcinoma Basocelular foi diagnosticado em 14,84% dos pacientes, seguido por outras pré-neoplasias, Carcinoma Epidermóide, Melanoma e outros tumores malignos. Em 2025, 61% dos atendidos eram mulheres e 39% homens, mantendo a preocupação maior das mulheres com a saúde. A exposição solar sem proteção foi relatada por 61% dos participantes, enquanto 32% usavam proteção solar e 7% não se expunham ao sol. A maioria não tinha histórico pessoal de câncer de pele e nem familiar da doença. A campanha teve grande alcance, com a televisão e a indicação de amigos sendo os principais meios de divulgação. A iniciativa ampliou o acesso da população ao dermatologista, mostrando que muitas pessoas não sabem que o dermatologista é um médico. A renda também influencia no acesso à especialidade, com as classes A e B apresentando taxas maiores de acesso do que as classes C e D/E. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, ressalta a importância do dermatologista na promoção da saúde e no diagnóstico precoce do câncer de pele. Além disso, a Dermatologia Brasileira tem recebido reconhecimento internacional por sua excelência científica e contribuição para o avanço global da especialidade.