Campanha Dezembro Laranja: Resultados e Diagnósticos
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Campanha Dezembro Laranja: Resultados e Diagnósticos

A divulgação dos dados do Dia de Atendimento Gratuito, que fez parte da Campanha Dezembro Laranja, acontece neste mês de fevereiro, próximo ao Dia do Dermatologista. Foram realizados 17.562 atendimentos dermatológicos gratuitos em 100 postos em todo o Brasil. Os diagnósticos incluíram casos de carcinoma basocelular, pré-neoplasias, carcinoma espinocelular, melanoma e outros tumores malignos, além de outras dermatoses. No ano de 2024, o Carcinoma Basocelular foi diagnosticado em 14,84% dos pacientes, seguido por outras pré-neoplasias, Carcinoma Epidermóide, Melanoma e outros tumores malignos. Em 2025, 61% dos atendidos eram mulheres e 39% homens, mantendo a preocupação maior das mulheres com a saúde. A exposição solar sem proteção foi relatada por 61% dos participantes, enquanto 32% usavam proteção solar e 7% não se expunham ao sol. A maioria não tinha histórico pessoal de câncer de pele e nem familiar da doença. A campanha teve grande alcance, com a televisão e a indicação de amigos sendo os principais meios de divulgação. A iniciativa ampliou o acesso da população ao dermatologista, mostrando que muitas pessoas não sabem que o dermatologista é um médico. A renda também influencia no acesso à especialidade, com as classes A e B apresentando taxas maiores de acesso do que as classes C e D/E. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, ressalta a importância do dermatologista na promoção da saúde e no diagnóstico precoce do câncer de pele. Além disso, a Dermatologia Brasileira tem recebido reconhecimento internacional por sua excelência científica e contribuição para o avanço global da especialidade.

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Desafios e medidas para combater o câncer de pele no Brasil
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Desafios e medidas para combater o câncer de pele no Brasil

A Câmara dos Deputados sediou o seminário "Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil - um desafio de saúde pública", organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com as Comissões de Participação Legislativa e de Saúde. O evento reuniu especialistas, parlamentares e representantes do setor para discutir prevenção, acesso ao diagnóstico, impacto econômico e medidas concretas para conter o avanço da doença, que é o tipo de câncer mais comum no país. A abertura foi realizada pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), juntamente com o deputado Dr. Frederico (PRD-MG) e o Dr. Carlos Baptista Barcaui, presidente da SBD. Um dos pontos centrais abordados foi a necessidade de regulamentar a Lei 14.758/2023, que estabelece a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, ressaltou a gravidade do problema, destacando que um a cada três casos de câncer diagnosticados no Brasil é de pele. Ele também mencionou que o SUS gasta cerca de R$ 3,9 bilhões anualmente com câncer e que investimentos em prevenção podem resultar em economia significativa para o Estado. O Dr. Barcaui apresentou os tipos mais comuns de tumores de pele, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último sendo mais agressivo. Ele alertou para o aumento previsto de mortes por melanoma no Brasil até 2040, caso não sejam tomadas medidas efetivas. O acesso ao diagnóstico e tratamento, bem como a importância da Lei dos 60 dias, que determina o início do tratamento oncológico nesse prazo após a biópsia, foram destacados como desafios. O Dr. Barcaui ressaltou a necessidade de ações educativas, ampliação do acesso à dermatologia no SUS e combate ao exercício irregular da medicina para enfrentar a doença. O Dr. Jadivan Leite, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), abordou o panorama global do câncer de pele, os fatores de risco e a importância da proteção solar. Ele alertou para a desinformação sobre o uso do protetor solar e os riscos associados, destacando a necessidade de conscientização da população. O Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD, apresentou dados de uma pesquisa que revelou que mais da metade dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista, evidenciando a falta de informação e políticas de rastreamento adequadas.