CFM estabelece regras para acesso a prontuários médicos em contextos periciais e investigações criminais
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CFM estabelece regras para acesso a prontuários médicos em contextos periciais e investigações criminais

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer reafirmando que a entrega direta de prontuários médicos aos Institutos Médico-Legais (IMLs), sem consentimento do paciente ou autorização judicial, não é ética nem legal. O CFM destaca a importância da reserva de jurisdição, que exige decisão judicial para acessar informações protegidas por sigilo. O documento ressalta que, em casos de crimes graves como violência sexual contra crianças e adolescentes, os médicos têm o dever legal de comunicar às autoridades competentes, independentemente da vontade da vítima. No entanto, isso não autoriza a entrega irrestrita do prontuário médico. O conselheiro federal e relator do parecer, Raphael Câmara, enfatiza a necessidade de controle judicial para equilibrar a produção de provas e a proteção dos direitos do paciente. Ele destaca que o acesso ao prontuário médico deve ser controlado e avaliado pelo Poder Judiciário. Por fim, é ressaltado que autoridades policiais podem solicitar acesso ao prontuário médico com autorização expressa do paciente ou de seu representante legal. No entanto, o encaminhamento direto de prontuários ao IML sem controle judicial é considerado uma ampliação indevida do acesso a informações sensíveis.

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Desafios e debates no I Fórum Internacional de Médicos de Fronteira
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Desafios e debates no I Fórum Internacional de Médicos de Fronteira

A programação da tarde desta quarta-feira (29) do I Fórum Internacional e do VI Fórum de Médicos de Fronteira do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em São Luís (MA), abordou os desafios da revalidação de diplomas, da prática médica transfronteiriça e da assistência materno-infantil em regiões de fronteira. Especialistas ressaltaram a importância de garantir segurança jurídica, qualidade assistencial e estratégias adaptadas às realidades locais. No Painel 3, o conselheiro federal Estevam Rivello Alves (TO) discutiu a revalidação e prática médica transfronteiriça, enfatizando a proteção do paciente e a qualidade da formação médica. Moira Alejandra Zegarra Rivero, cirurgiã-geral boliviana, destacou a necessidade de um sistema de revalidação que proteja médicos, pacientes e instituições na prática médica transfronteiriça. Pedro Riega López, representante do Colégio Médico do Peru, defendeu a cooperação entre países e a criação de modelos de habilitação com critérios claros. No Painel 4, Mariane Cordeiro Alves Franco (PA) abordou os desafios da vacinação em áreas indígenas, ressaltando a importância de compreender o território e formar profissionais preparados. Domingos Sávio Matos Dantas (RR) alertou para a queda nas coberturas vacinais e defendeu a integração regional e estratégias de comunicação eficientes. Heliana Nunes Feijó Leite falou sobre os desafios da saúde da mulher nas regiões fronteiriças, destacando a necessidade de adaptar políticas às especificidades locais. Os debates do 1º dia do Fórum abordaram questões fundamentais para a prática médica em regiões de fronteira, ressaltando a importância da cooperação, qualidade assistencial e adaptação às realidades locais.