Aliança entre CFM e Febrasgo visa frear propostas que criminalizam obstetrícia
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Aliança entre CFM e Febrasgo visa frear propostas que criminalizam obstetrícia

O Conselho Federal de Medicina recebeu a presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para discutir ações conjuntas contra projetos de lei que criminalizam a prática obstétrica. Estiveram presentes na reunião o presidente do CFM, o 1º vice-presidente e conselheiros federais, incluindo Raphael Câmara, Alceu Pimentel e Waldemar Amaral. A dirigente da Febrasgo enfatizou a importância de unir forças entre as entidades para enfrentar pautas legislativas que impactam diretamente o exercício obstétrico. O presidente do CFM, Hiran Gallo, ressaltou a necessidade de convergência institucional na defesa da medicina e da saúde da população, destacando o monitoramento legislativo para impedir a aprovação de propostas desse tipo. Foi apresentada pela instituição a plataforma Medicina Segura, voltada à apuração de dados sobre danos decorrentes de intervenções no ato médico, com convite à Febrasgo para aderir ao acordo. Ao final, as organizações reiteraram o compromisso de trabalho conjunto, com o CFM assegurando espaço para a Febrasgo na Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia.

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Convergência entre Juramento, redes sociais, liderança em saúde e Schweitzer no X Congresso de Humanidades Médicas
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Convergência entre Juramento, redes sociais, liderança em saúde e Schweitzer no X Congresso de Humanidades Médicas

O X Congresso de Humanidades Médicas, promovido pelo Conselho Federal de Medicina, abriu com duas mesas temáticas que enfocam a valorização da identidade profissional, ética, comunicação, imagem clínica e os valores que guiam a prática médica. A primeira mesa discutiu o Juramento de Hipócrates diante das mudanças provocadas pelas redes digitais e pela inteligência artificial, destacando que compreender a profissão envolve voltar às suas raízes. Os debatedores ressaltaram que manter princípios e simbolismos é essencial para evitar desvios na atuação clínica. Um dos palestrantes, que atua na área médica, abordou a ideia de que o juramento carrega camadas de significado que demandam estudo das tradições hipocráticas para ser plenamente compreendido, especialmente em um cenário tecnológico em transformação. Outro tema da sessão tratou do posicionamento digital na prática médica, ressaltando a evolução regulatória desde épocas passadas. As redes sociais aparecem como porta de acesso à saúde para a população, ao mesmo tempo em que apresentam riscos por questões de ganho financeiro rápido e, se mal conduzidas, consequências legais por comunicação inadequada. A segunda mesa, centrada em liderança, enfatizou a defesa da saúde pública, da ciência e da ética. Os participantes destacaram desafios como a velocidade da circulação de informações, a dificuldade de distinguir opinião de evidência, a complexidade das decisões médicas e a desconfiança institucional, defendendo que a liderança médica seja integrada à formação acadêmica e profissional, com comunicação clara sobre limites do conhecimento. Encerrando, houve uma apresentação sobre liderança social transnacional através do exemplo de Schweitzer, que dedicou décadas a servir comunidades africanas após abdicar de uma carreira promissora. A trajetória do médico mostra compromisso com a ética e o serviço em meio a desafios globais de saúde.