Encerramento do X Congresso de Humanidades Médicas do CFM foca em identidade, empatia e ética diante das inovações
17/09/2026
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Encerramento do X Congresso de Humanidades Médicas do CFM foca em identidade, empatia e ética diante das inovações

O X Congresso de Humanidades Médicas do CFM encerrou-se com uma conferência que revisitava a história e as conquistas da Comissão de Humanidades e seus impactos. O tema central abordou a valorização da identidade médica — essência, realidade e futuro —, organizado pela conselheira Maíra Dantas, que comanda a comissão. A sessão de encerramento foi presidida por Henrique Batista e Silva e secretariada por Helena Maria Carneiro Leão, ambos da comissão.

A versão integral do encontro ficou disponível para acompanhamento remoto, sem divulgação de links.

D’Ávila destacou a relação entre o avanço da Inteligência Artificial e a empatia na formação médica, citando estudos desde os anos 1990. Apontou pesquisas que usam simulações com bots para treinar habilidades sociais, lembrando que máquinas não substituem a empatia humana.

Entre referências, ele citou Luiz Roberto Londres, que ensinou que o paciente é biologia, biografia e simbolismo, lembrando que a prática médica também é uma forma de arte.

Foi apresentada a ideia de ensinar humanidades pela arte, com docentes no Brasil, EUA e Europa levando estudantes a museus para observar obras e debater temas.

Foi traçada uma relação entre a leitura de uma pintura e o raciocínio clínico, com etapas de observação, interpretação, síntese e intervenção. A obra A Coluna Partida, de Frida Kahlo, serviu de exemplo para discutir dor e experiência subjetiva do paciente.

No encerramento, Maíra Dantas explicou a escolha das flores do cenário, associando cores a harmonia e beleza, como numa orquestra, e destacou a diversidade de ideias, regiões e formações presentes. Ver um jovem ao lado de um decano mostrou como a prática pode revelar o impacto humano na medicina.

Helena Leão, surpresa com o convite, disse estar feliz com a continuidade do trabalho e enfatizou a importância do papel social e ético do médico para os jovens. Avaliou que as inovações tecnológicas podem melhorar a profissão sem apagar a essência da medicina e agradeceu ao CFM pela defesa da bioética e das humanidades em tempos desafiadores.

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