À medida que o Brasil celebra o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, dados do DataSUS destacam a gravidade do tema. Entre 1996 e 2024, as mortes por suicídio cresceram de 6.743 para 16.751, uma alta de 148%, com o ano anterior registrando quase 17 mil óbitos.
Observa-se que a maior parte das vítimas são homens, representando cerca de 80% dos casos. Pessoas entre 20 e 59 anos respondem por quase dois terços das ocorrências, com a faixa de 30 a 39 anos sendo a mais atingida, equivalente a 21,4%.
A maioria dos óbitos ocorre dentro de casa, correspondendo a 62% do total.
Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de falecimentos (aproximadamente 33%), seguido pelo Nordeste (25%), Sul (23%), Centro-Oeste (11%) e Norte (9%). Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul aparecem com os maiores números absolutos.
O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, ressalta que o dia reforça o compromisso da medicina com a prevenção, enfatizando a necessidade de diagnóstico precoce e de ampliar o acesso a tratamentos, além de sensibilizar a sociedade para buscar apoio psiquiátrico diante do sofrimento mental.
O 1º vice-presidente do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria, Emmanuel Fortes, destaca que o acompanhamento psiquiátrico contínuo é crucial para a prevenção, pois muitos casos estão ligados a transtornos tratáveis. Procurar ajuda deve ser visto como ato de coragem, tão natural quanto consultar um médico para qualquer condição de saúde.
Sinais de alerta como isolamento, mudanças bruscas de humor, desesperança e menções à morte devem ser reconhecidos como passos iniciais para impedir o suicídio. Buscar apoio médico especializado pode salvar vidas.
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