O Brasil se destaca mundialmente na cirurgia plástica, com a lipoaspiração entre os procedimentos mais realizados. Mudanças recentes em técnicas e indicações motivaram o II Fórum de Cirurgia Plástica, promovido pelo Conselho Federal de Medicina.
O encontro teve como objetivo renovar a Resolução CFM 1.711/2003, vigente há mais de duas décadas, debatendo critérios de indicação, ambiente operacional, extensão e volume, além de temas como lipoenxertia, novas tecnologias e regras para adolescentes.
Na abertura, o presidente do CFM ressaltou que a segurança do paciente continua a ideia central da regulamentação, reconhecendo avanços técnicos e a necessidade de atualização da norma.
A conselheira Graziela Bonin lembrou que a norma de 2003 foi um marco ao estabelecer parâmetros objetivos, guiando a prática em um período de rápida expansão da lipoaspiração.
Ela argumentou que as evoluções desde então justificam a revisão, pois a lipoaspiração passou a abranger desde pequenas retiradas para enxertia até cirurgias de contorno mais extensas, frequentemente associadas a outras intervenções.
Bonin enfatizou que não se pode tratar situações com riscos distintos como equivalentes; a atualização deve considerar porte, finalidade, técnicas, ambiente e recursos necessários para prevenir complicações, mantendo segurança ao paciente e clareza para o médico.
A expectativa é que as deliberações do fórum orientem a criação de uma nova resolução do CFM sobre o tema.
Sobre adolescentes, o conselheiro Bruno Leandro de Souza detalhou critérios de indicação: procedimentos de finalidade apenas estética devem, em princípio, ser adiados até os 18 anos, com exceções devidamente justificadas e avaliadas com rigor.
Nesses casos, considera-se a maturidade física e emocional, a compreensão do procedimento, a participação do jovem na decisão e o consentimento dos responsáveis, além de avaliações em momentos distintos para assegurar reflexão e saúde mental.
No panorama mundial, Diogo Sampaio apresentou dados da cirurgia plástica: em 2024 houve mais de 17 milhões de procedimentos globalmente, incluindo cerca de 2,1 milhões de cirurgias nas pálpebras e quase 2,1 milhões de lipoaspirações.
Entre as mulheres, a lipoaspiração aparece como a opção mais frequente, com mais de 1,7 milhão de procedimentos realizados no conjunto dos dados globais.
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