O Conselho Federal de Medicina (CFM) reafirmou seu compromisso com o fortalecimento do Sistema Conselhal e a integração administrativa entre os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Em reunião com secretários-gerais regionais, realizada nesta quarta-feira (11), Alexandre de Menezes Rodrigues, secretário-geral do CFM, destacou a importância de criar um eixo único de governança, capaz de alinhar procedimentos, padronizar rotinas e garantir maior segurança jurídica e eficiência na gestão.
Segundo o CFM, os encontros periódicos têm como objetivo colocar todos os regionais “na mesma página”, diante do crescimento acelerado do número de médicos inscritos, que já se aproxima de 700 mil em todo o país, e do aumento expressivo de registros de pessoas jurídicas. Esse cenário impõe novos desafios administrativos, jurídicos e tributários ao Sistema.
O conselheiro Alexandre ressaltou que os conselhos enfrentam realidades distintas, mas compartilham dificuldades semelhantes, especialmente no campo da gestão administrativa, da governança e da conformidade com normas do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da legislação anticorrupção e de transparência.
Integração –Um dos eixos centrais da estratégia do CFM é a concentração de negociações e plataformas tecnológicas no âmbito federal, como forma de gerar economicidade e ampliar o poder de barganha. A centralização de contratos e sistemas — como gestão de RH, sistemas administrativos e certificação digital — permite reduzir custos e padronizar procedimentos.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de uniformizar a forma de lançamento de dados e apresentação de informações nos portais da transparência. Embora muitos conselhos atuem corretamente, diferenças na formatação e na exposição de dados têm gerado questionamentos automatizados pelo TCU, em razão da robotização dos sistemas de fiscalização. “O alinhamento não é mera formalidade. Ele reduz a exposição, evita desgastes e fortalece institucionalmente todo o Sistema”, destacou.
Como parte do processo de sistematização, será encaminhado aos regionais um formulário de diagnóstico por áreas temáticas, como TI, recursos humanos, gestão documental, folha de pagamento e estrutura administrativa. O objetivo é mapear o grau de maturidade de cada conselho e estabelecer prioridades conjuntas.
Dados anteriores já indicam avanços importantes: o índice de maturidade administrativa dos conselhos passou de 23% para 48% no último ciclo de avaliação. A meta para 2026 é ampliar esse percentual e alcançar maior uniformidade nos critérios de governança e transparência.
Fortalecimento institucional –O alinhamento administrativo, a integração tecnológica e a padronização de procedimentos são vistos como instrumentos para consolidar um sistema mais moderno, eficiente e preparado para responder aos desafios de uma medicina em rápida transformação.
“O objetivo não é comparar realidades distintas, mas construir uma espinha dorsal comum que sustente todos os conselhos. Um sistema forte depende da solidez de cada uma de suas partes”, concluiu o conselheiro.
José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, reitera o apoio de toda a diretoria aos Conselhos Regionais de Medicina: “A mensagem foi clara, nosso objetivo é fortalecer o Sistema Conselhal como um todo e vamos construir isso juntos. Os CRMs podem contar com a gente”.
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