Fórum em Brasília debate conteúdos-chave para formação, avaliação e certificação de psiquiatras
16/09/2026
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Fórum em Brasília debate conteúdos-chave para formação, avaliação e certificação de psiquiatras

O II Fórum de Psiquiatria, promovido pelo Conselho Federal de Medicina, reuniu especialistas para debater as etapas da formação na área, desde a graduação até a residência, passando pela avaliação de título e pelos aspectos envolvendo a psiquiatria forense.

Na abertura, o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, ressaltou a psicopatologia como pilar da formação e prática clínica, destacando que o domínio de sinais e sintomas é crucial para a construção de diagnósticos e prognósticos na especialidade.

Fortes ainda mencionou a incorporação da psicopatologia à Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013), ao tratar do diagnóstico nosológico, enfatizando que compreendê-la fortalece o saber médico e a relação com o paciente.

Ele acrescentou que a medicina deve manter equilíbrio entre ciência e arte, defendendo que evidências e diretrizes orientam as ações profissionais; a formação, segundo ele, precisa manter a identidade da prática médica, sem reduzir a medicina a mercadoria.

O conselheiro Flávio Freitas Barbosa, que coordenou uma das mesas, discutiu o desenvolvimento humano e as mudanças nos modelos de formação, destacando a relação histórica entre observação, acompanhamento longitudinal e aquisição de conhecimento; ele alertou que ampliar a formação em massa não pode comprometer qualidade e profundidade.

Outro ponto foi alinhar o conteúdo ensinado com as exigências da certificação. Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, comentou sobre a relação entre a matriz de competências da psiquiatria e o conteúdo da prova de título, destacando que semiologia, psicofarmacologia, psicoterapias, urgências e ética aparecem nas duas etapas.

Os debates também abordaram a expansão da psiquiatria no Brasil: desde 2011 houve crescimento de 113% no total de especialistas, e as inscrições para a prova de título tiveram alta de 69% desde 2022, ainda que o país registre 6,69 psiquiatras por cada 100 mil habitantes, abaixo da média global de 17,83.

Para Antônio Geraldo, é fundamental ampliar a oferta de especialistas acompanhando critérios rigorosos, transparentes e claros para certificação; a pergunta persiste: não é apenas quem pode ser psiquiatra, mas quem está realmente preparado para isso.

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