Um levantamento com 227 docentes e trainees da área oncológica na MD Anderson Cancer Center aponta otimismo expressivo quanto ao potencial da IA nos próximos 10 anos, ao mesmo tempo em que a maioria reconhece a necessidade de mais treinamento para ampliar uso clínico e em pesquisa.
A professora de oncologia radioterápica e diretora de braquiterapia destacou que, apesar de preocupações sobre impactos na tomada de decisões e no ambiente, a IA é uma ferramenta necessária na luta contra o câncer e merece investimentos.
A IA é vista como capaz de transformar a prática, ainda que seu emprego varie bastante entre profissionais.
A pesquisadora costuma usar IA para compilar informações científicas, apoiar projetos e gerar novas ideias, e observou que muitos colegas ainda não adotaram a prática—justificando o estudo para entender hábitos, expectativas e necessidades.
No encontro ASCO, quase 75% dos fellows de hematologia/oncologia relatam uso da IA para fins educativos ou clínicos, mas menos de 10% tiveram treinamento formal.
Entre os participantes, 58% usam IA várias vezes ao mês ou quase diariamente, enquanto 15% nunca a utilizam. Mulheres e pessoas com 60+ apresentaram menor probabilidade de uso frequente do recurso.
Principais usos: resumir informações acadêmicas, analisar dados e criar representações visuais; 9,6% já a empregaram para comunicação, como redação de e-mails ou cartas.
Quase todos concordam que o treinamento fortaleceria o uso da IA na pesquisa e no cuidado clínico. Benefícios esperados incluem diagnósticos e tratamentos mais precisos, maior eficiência de pesquisa e melhor manejo de eventos adversos nos próximos anos, com ressalvas sobre decisões de fim de vida.
A liderança destacou o surpreendente nível de otimismo e observou que o efeito sobre a relação médico-paciente é difícil de prever. A conclusão é clara: há demanda por diretrizes sobre uso adequado da IA na oncologia.
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