Panorama da diálise, DRC e transplante no Brasil é tema de Fórum de Nefrologia do CFM
15/10/2026
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Panorama da diálise, DRC e transplante no Brasil é tema de Fórum de Nefrologia do CFM

Na parte da tarde, o I Fórum de Nefrologia do Conselho Federal de Medicina abordou a detecção precoce da doença renal crônica na atenção primária e o cenário atual do transplante renal, com foco na diálise no país.

A quinta mesa, presidida por José Tibúrcio do Monte Neto e com moderação de Pedro Túlio Monteiro de Castro e Abreu Rocha, contou com Patrícia Ferreira Abreu, que defendeu tratar a DRC dentro da síndrome cardiorenal metabólica e mostrou estratégias de manejo em diferentes pilares.

Segundo a palestrante, cerca de 97% dos pacientes com DRC devem permanecer sob acompanhamento na atenção primária, enquanto apenas 3% devem ser encaminhados ao nefrologista. Ela também destacou que mais de 70% dos brasileiros conhecem o nefrologista apenas no pronto-socorro, com necessidade de cateter de diálise. Oficinas de atualização baseadas no PCDT vêm sendo realizadas desde junho de 2025, com 1.436 médicos já participando, e a meta é promover 16 ações em 14 estados até novembro.

A sexta mesa, sobre Responsabilidade na Assistência Médica em Nefrologia, teve como presidente Luís Gustavo de Freitas Trindade e moderador José Tibúrcio do Monte Neto. A palestrante Kalyanne Cabral de Paula do Ó apontou 13 momentos críticos em uma sessão de hemodiálise, ressaltando que nem todo desfecho ruim caracteriza erro médico; conforme o Código de Ética, há responsabilidade quando há imperícia, imprudência ou negligência. O prontuário foi destacado como registro central das decisões clínicas.

Ela também abordou o controle da água de diálise, relembrou Caruaru e destacou a responsabilidade compartilhada com equipes, sem diluir obrigações, além do direito do médico de recusar trabalhar em condições de risco. Sobre fim de vida, pediu reavaliação do plano terapêutico com a família, priorizando cuidados paliativos, e alertou para conduta por WhatsApp e para o uso de IA, lembrando que a decisão final cabe ao médico.

A mesa Transplante Renal – Números, Recordes e Desafios, presidida por Kleyton de Andrade Bastos e com atuação de Pedro Túlio Monteiro de Castro e Abreu Rocha, mostrou que o Brasil realiza cerca de 27 transplantes renais por milhão de habitantes, frente a 85 por milhão na Espanha. Em 2025, o país superou o número anterior à pandemia, though houve queda no transplante com doador vivo (aprox. 3 a 3,5 por milhão), abaixo da meta de 10. Também foi comentada a estagnação do transplante pâncreas‑rim, ativo em oito estados, e a carência de centros para crianças de baixo peso.

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