O I Webinar promovido pelo CFM apresentou a inserção da medicina de precisão na hematologia, com foco em diagnósticos mais precisos, tratamentos direcionados e o papel da pesquisa na prática clínica.
A transmissão ocorreu no canal institucional do órgão, e o encontro também tratou de gestão de bancos de sangue e de entraves ao acesso a diagnósticos e terapias.
Na abertura, o coordenador destacou que o programa reúne avanços da genética clínica com questões práticas de assistência e gestão em saúde, incluindo a descontinuidade de medicamentos consagrados.
O 1º vice-presidente ressaltou a relevância dos temas e indicou que as conclusões podem gerar demandas para o CFM, com a ampliação das atribuições dos comitês técnicos, fiel às peculiaridades de cada área.
Desafios éticos da medicina de precisão foram apresentados, incluindo o histórico do mapeamento do DNA humano e a luta por maior representatividade da América Latina na pesquisa genética.
Um caso ilustrativo sobre cancerígeno com predisposição genética foi discutido, evidenciando que informações genéticas precisam ser compartilhadas com familiares quando relevante para a saúde deles.
Os princípios bioéticos — autonomia, não maleficência e beneficência — foram ressaltados, destacando que testes sem indicação apropriada também levantam questões éticas.
Quatro compromissos para médicos na medicina de precisão foram elencados: consentimento informado, explicação clara de riscos e benefícios, indicação do exame apenas quando houver impacto no manejo e busca pela incorporação da genômica ao SUS.
A mesa sobre PBM apresentou o manejo do sangue do paciente como novo padrão de cuidado, com foco em reduzir transfusões e custos, além de fortalecer a segurança dos estoques, como observado no Ceará.
Embora a redução de transfusões seja um benefício, o objetivo central é tratar o paciente de forma mais adequada e eficaz.
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