CFM discute danos de cáusticos na saúde infantil em II Webinar de Endoscopia Digestiva
03/08/2026
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CFM discute danos de cáusticos na saúde infantil em II Webinar de Endoscopia Digestiva

O Conselho Federal de Medicina promoveu o II Webinar de Endoscopia Digestiva, no fim do mês, com o enfoque nos danos reais que cáusticos podem causar à saúde das crianças. O encontro ressaltou o papel da instituição na formulação de estratégias voltadas à saúde pública.

A abertura contou com a participação de representantes da área técnica, da SOBED e de Emmanuel Fortes, que representou a presidência do CFM. Margareth Portella, da Sociedade Brasileira de Pediatria, explicou por que acidentes domésticos envolvendo cáusticos ainda são frequentes: crianças entre 2 e 6 anos ganham mobilidade e curiosidade, dificultando que as famílias testemunhem a ingestão; dados apontam que soda cáustica é a substância mais comum nesses casos.

Paulo Fernando Souto Bittencourt, da SOBED, apresentou estratégias de manejo para episódios de ingestão de cáusticos, destacando que nos EUA a regulamentação existe há décadas, enquanto no Brasil ainda não há padronização consolidada, nem regras para tampas de segurança.

A discussão também abordou a ingestão de baterias de lítio, presentes em muitos aparelhos e brinquedos. Em poucas horas podem ocorrer lesões graves no esôfago. O manejo inicial recomendado sugere mel em várias doses ou sucralfato, como apoio temporário, sempre sem substituir a avaliação médica e a retirada da bateria.

Andrea Magalhães, da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental, apresentou estratégias de comunicação e prevenção. Embora haja subnotificação, os números vêm crescendo, demonstrando que as ações de conscientização estão surtindo efeito e precisam virar políticas públicas.

Na segunda mesa, Bruno Leandro de Souza tratou da responsabilidade institucional na condução de acidentes com cáusticos e da necessidade de articulação com o Ministério da Saúde, Inmetro e Anvisa. Patrícia Drumond, da ABRACIT, alertou sobre riscos de saneantes caseiros e clandestinos, defendendo endurecimento da legislação, notificação mais ágil ao SINAN e melhoria no atendimento ao paciente.

Por fim, Mirtha Tanaka, da Anvisa, apresentou a regulação sanitária vigente e caminhos para fortalecer a resposta a incidentes envolvendo cáusticos.

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