CFM discute integração entre espiritualidade, formação e prática clínica
03/09/2026
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CFM discute integração entre espiritualidade, formação e prática clínica

O II Fórum da Comissão de Saúde e Espiritualidade tratou de como a espiritualidade pode influenciar a formação e a atuação na assistência médica, apresentando evidências e os desafios envolvidos, sem vínculo com crenças específicas de pacientes ou profissionais.

Na abertura, o presidente do CFM ressaltou a necessidade de uma abordagem ética e equilibrada, mantendo a autonomia do paciente e respeitando suas convicções, especialmente quando as possibilidades de cura são limitadas.

Foi ressaltado que o ser humano adoecido não pode ser reduzido apenas à doença; fatores como história, valores e emoções acompanham o atendimento em consultórios e hospitais.

A 2ª vice-presidente Rosylane Rocha explicou que espiritualidade não se confunde necessariamente com religião, abrangendo aspectos como valores, sentimentos e a maneira como cada pessoa compreende a própria existência.

A ciência permanece essencial para diagnóstico e tratamento, mas os debatedores destacaram que o peso do processo clínico pode ser explicado também por dimensões espirituais que merecem consideração no cuidado.

Na abertura temática sobre longevidade, o cardiologista Mário Henrique Elesbão de Borba defendeu uma medicina que vá além do combate às doenças, reconhecendo o papel das emoções no processo de adoecimento.

Entre os pontos, foram discutidos fatores ligados à longevidade e bem‑estar, como redes de apoio, saúde mental, qualidade do sono, hábitos saudáveis e redução de isolamento, estresse e riscos cardiovasculares. Práticas como meditação, empatia, leitura e contato com a natureza foram citadas como promotoras de bem-estar e do florescimento humano.

O pesquisador Tyler J. VanderWeele, da Universidade de Harvard, apresentou a visão geral das evidências e os motivos para incluir religiosidade e espiritualidade na prática clínica e na saúde pública, destacando a vasta literatura existente.

Entre os resultados mencionados, associations entre participação religiosa e menores índices de depressão, uso de álcool e drogas, bem como menor incidência de comportamentos suicidas foram observadas, ressaltando que as necessidades espirituais são comuns, especialmente em pacientes com doenças graves, ainda que o cuidado espiritual permaneça subutilizado na prática médica.

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