CFM enfatiza segurança do paciente e cultura de aprendizado para reduzir eventos adversos
09/10/2026
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CFM enfatiza segurança do paciente e cultura de aprendizado para reduzir eventos adversos

O Conselho Federal de Medicina conduziu o V Fórum de Segurança do Paciente, destacando a prevenção de eventos adversos, a gestão de riscos e o fortalecimento de uma cultura institucional orientada ao aprendizado contínuo na assistência.

O tema central, Segurança Psicológica e Cultura Justa para Aprimoramento Organizacional, orientou discussões sobre como tornar a prática clínica mais segura por meio de ações que fortalecem a cultura de segurança, a prevenção de danos e questões éticas envolvidas no cuidado.

Na abertura, o presidente em exercício sublinhou que segurança não é apenas requisito regulatório, mas compromisso com profissionais e pacientes. O cumprimento de protocolos deve proteger a todos, integrando-se à prática clínica e ao funcionamento das instituições.

A conselheira Maíra Pereira Dantas apontou a necessidade de abandonar uma lógica punitiva e adotar uma cultura justa, capaz de detectar falhas, transformar déficits em melhorias e engajar equipes interdisciplinares nesse objetivo.

O conselheiro Eduardo Jorge Lima associou segurança à qualidade do atendimento, destacando três alicerces: consolidar a cultura de segurança, fortalecer os núcleos de segurança do paciente e criar indicadores que traduzam protocolos em mudanças efetivas de prática e atitude.

Na gestão de riscos, o conselheiro Carlos Magno Dalapicola discutiu estratégias para reduzir erros, sobretudo na medicação, levando em conta nomes parecidos, rotulagem, abreviações, vieses e alta demanda de trabalho. Entre as medidas, reduzir interrupções na administração e realizar dupla verificação independente.

Também foi destacada a importância do ambiente hospitalar como proteção, especialmente em áreas psiquiátricas, com adaptações estruturais, rotinas seguras, avaliação de pertences de visitantes, controle de objetos perigosos na admissão, dispositivos resistentes a autolesão e protocolos de observação conforme o risco, inclusive fora das unidades psiquiátricas.

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