Evento online promovido pelo Conselho Federal de Medicina discutiu diagnóstico precoce, terapias modernas, cirurgia metabólica e a disponibilidade de assistência especializada para jovens pacientes.
O encontro tratou da obesidade infantil, do diagnóstico do diabetes tipo 1, das opções de tratamento e dos obstáculos para ampliar o acesso aos serviços especializados pelo SUS.
Bruno Leandro de Souza, conselheiro e coordenador da Câmara Técnica de Endocrinologia e Metabologia, ressaltou a importância da endocrinologia pediátrica no acompanhamento de crescimento, puberdade e distúrbios metabólicos, destacando a obesidade como tema central da saúde pública.
Ele solicitou ampliar o acesso a consultas, medicamentos, insumos e tecnologias, alinhando tudo aos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade.
Participantes destacaram que a obesidade pediátrica é uma doença crônica e que a intensidade do tratamento depende da gravidade e dos riscos, não apenas do surgimento de complicações futuras.
A cirurgia metabólica foi apresentada como opção para adolescentes criteriosamente selecionados com obesidade grave.
A Resolução CFM nº 2.429/2025 cita, entre as técnicas recomendadas, bypass gástrico em Y de Roux e gastrectomia vertical. Em menores de 16 anos, a cirurgia pode ser excepcional em casos graves com IMC alto e risco de vida, mediante avaliação multidisciplinar e consentimento dos responsáveis; entre 16 e 18 anos, aplicam-se critérios próximos aos adultos, com decisão compartilhada.
Eduardo Jorge Lima destacou a concentração de especialistas em grandes centros e defendeu protocolos, diagnóstico precoce e maior acesso aos tratamentos em todas as regiões.
Por fim, foi enfatizada a necessidade de combater o estigma da obesidade com linguagem inclusiva, reconhecendo a criança ou adolescente com obesidade, além de promover acolhimento adequado nos serviços de saúde com infraestrutura compatível ao perfil dos pacientes, para um cuidado humano e respeitoso.
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