O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) como substância de preenchimento em procedimentos estéticos ou reparadores em todo o Brasil, exceto para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids pelo SUS. A Resolução nº 2.461/2026 foi fundamentada em revisões científicas que apontam complicações graves decorrentes do uso do PMMA, como reações inflamatórias, infecções persistentes e sequelas irreversíveis.
A relatora da resolução, Graziela Bonin, destacou que o PMMA, apesar de ser utilizado em aplicações médicas específicas há décadas, tem apresentado complicações significativas em preenchimentos injetáveis, podendo causar problemas anos após a aplicação, mesmo quando realizada por profissionais qualificados. Em países como Estados Unidos, Canadá, França, Holanda e Argentina, o uso do PMMA é restrito a poucas aplicações específicas.
No Brasil, o PMMA era amplamente utilizado em preenchimentos estéticos, apesar dos alertas de entidades médicas sobre os riscos associados. O CFM e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) alertam para as complicações graves e fatais decorrentes do uso do PMMA, que pode causar sequelas irreversíveis e até mesmo óbito. A exceção para pacientes com HIV/aids foi mantida para garantir assistência a esse grupo específico enquanto alternativas são consolidadas.
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