Durante a tarde, o encontro reuniu especialistas para discutir os desafios enfrentados pelos cirurgiões da mão, incluindo a relação com operadoras, as glosas de procedimentos previamente autorizados e a incorporação de novas terapias.
Na abertura, a coordenadora da Câmara Técnica ressaltou que as dificuldades vão além da sala de cirurgia e que o evento visa identificar caminhos práticos para superá-las.
O presidente do Conselho Federal de Medicina destacou a Resolução CFM nº 2.448/2025, que clarifica deveres de auditores e assistentes, reforçando que a auditoria não pode interferir indevidamente no ato médico.
Também foi discutida a Medida Provisória nº 1.370/26, que institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica como requisito de proficiência para o título profissional, enfatizando o objetivo de manter padrões de qualidade na formação.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão enfatizou que os pilares da SBMC são educação, treinamento contínuo e defesa profissional para a prática clínica.
Na primeira mesa, dedicada à Auditoria Médica na Cirurgia da Mão, foi apresentado o Manual de Codificação da Cirurgia de Mão da SBOT, que busca reduzir conflitos entre médicos e operadoras, estabelecendo fluxos que favoreçam a transparência sem prever tabelas de preços.
O palestrante Márcio de Castro Ferreira destacou a necessidade de codificação acordada entre todos os atores, evitando hipercodificação e garantindo que serviços hospitalares sejam onerados de forma justa pela operadora.
A revisão de casos práticos no consultório, sob a ótica do Manual, foi apresentada pelo ex-presidente Eduardo Novak, que defendeu a adoção de diretrizes que respaldem a prática clínica real e a autorização pelas operadoras.
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