O II Fórum do Conselho Federal de Medicina sobre Auditoria Médica abordou como esse mecanismo pode qualificar a assistência, preservar a autonomia profissional e contribuir para a sustentabilidade dos sistemas público e privado, realizado remotamente com transmissão online.
O encontro reuniu representantes do CFM, da ANS, da AMB, além de hospitais, operadoras de planos e do Judiciário, com o objetivo de fortalecer a auditoria como instrumento de ética, segurança do paciente e melhoria da qualidade da assistência.
Na abertura, o presidente do CFM destacou a auditoria médica como tema prioritário pela sua ligação com pacientes, médicos e operadoras, defendendo diálogo institucional para aperfeiçoar o setor, mantendo a autonomia médica e o sigilo profissional e assegurando atendimento adequado, sem impactos de conflitos administrativos.
Rosylane Rocha, coordenadora da Câmara Técnica de Auditoria Médica do CFM, ressaltou que a auditoria sustenta a viabilidade dos sistemas de saúde e a qualidade do cuidado. Ela explicou que o fórum busca fomentar o diálogo entre atores e experiências para respaldar normas e a atuação dos auditores, sempre visando benefícios aos pacientes e à prática ética.
Na primeira mesa, especialistas discutiram fundamentos da auditoria, aplicações nos diferentes modelos de saúde e formas de resolver divergências técnico‑assistenciais. Claudia Cardoso de Carvalho Fakhouri, da Rede D’Or, apresentou as diversas modalidades de auditoria e destacou que o trabalho vai além de autorizações, incluindo análises clínicas, operacionais e retrospectivas para melhoria contínua.
Edmur de Souza Bernardes, da Secretaria de Estado da Saúde, diferenciou a atuação no SUS e na saúde suplementar, reforçando que a auditoria busca garantir o cuidado adequado com respaldo científico, e listou quatro pilares da qualidade: assistência, segurança do paciente, sustentabilidade econômica e ética, defendendo uma prática baseada em evidências para elevar serviços.
Luiz Gustavo Meira Homrich, representante da ANS, apresentou a visão regulatória e descreveu o funcionamento da junta médica prevista para resolver divergências entre médicos assistentes e operadoras, conforme a regulamentação da saúde suplementar.
Entre em contato para assuntos comercias, clique aqui.