O Conselho Federal de Medicina realizou o I Webinar de Cirurgia Pediátrica, com ênfase em diagnóstico precoce e manejo oportuno de patologias cirúrgicas na infância. Especialistas destacaram que identificar cedo as doenças e encaminhar para tratamento adequado reduz complicações, sequelas e mortalidade.
A abertura contou com a 2ª vice-presidente Rosylane Rocha, que ressaltou a necessidade de conhecimento técnico, sensibilidade e atualização constante no cuidado pediátrico, afirmando que intervenções rápidas salvam vidas e melhoram o prognóstico.
Ana Jovina Bispo lembrou que várias doenças da infância são tempo-dependentes, e crianças possuem características próprias que exigem profissionais capacitados e uma abordagem específica em cada etapa do cuidado.
Fábio Perecim Volpe, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica, defendeu assistência especializada fundamentada em ética, ciência e legislação, dada a complexidade clínica envolvida.
Volpe destacou ainda o risco de perda de calor durante procedimentos e a necessidade de controle rigoroso de fluidos, pois pequenas variações podem impactar o organismo infantil; falhas na condução clínica elevam complicações e reinternações.
Além disso, fatores emocionais influenciam a recuperação, com ansiedade, medo e estresse elevando a resposta hormonal ao trauma e podendo prejudicar a evolução clínica. Tratar crianças como adultos pode aumentar riscos.
Nas emergências cirúrgicas pediátricas não traumáticas, o sucesso depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta e do encaminhamento rápido para avaliação especializada; no recém-nascido, sintomas como dispneia, cianose e distensão abdominal exigem avaliação imediata.
O evento ressaltou que, mesmo com avanços das técnicas minimamente invasivas, a escolha terapêutica deve considerar a situação clínica, priorizando diagnóstico precoce e manejo adequado desde o primeiro atendimento.
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