Durante o I Webinar de Cirurgia da Mão do CFM, especialistas debateram a possibilidade de transformar a cirurgia da mão em requisito para a atuação na neurofisiologia clínica, tema apresentado pelo presidente do CRM-MT e membro da Câmara Técnica de Cirurgia da Mão do CFM, Adriano Bastos Pinho.
O encontro, ocorrido em 13 de agosto, avaliou a viabilidade de vincular a formação em cirurgia da mão a credenciais na neurofisiologia clínica e revisou a matriz de competências da residência em cirurgia da mão, que contempla o tratamento de lesões nervosas.
Segundo Pinho, a discussão ganhou impulso após ouvir profissionais que executam ENMG mas não recebem remuneração por não possuírem o Registro de Qualificação de Especialista na área correspondente, justificando a importância da mão como base para a atuação na neurofisiologia.
Ele destacou que muitos entraves decorrem do receio de enfrentar desafios complexos, citando Sêneca para encorajar a ousadia e a evolução na prática médica.
Na sequência, o 2º secretário do CFM, Hideraldo Cabeça, detalhou o caminho regulatório para incorporar a mão como pré-requisito, ressaltando a necessidade de convencer a Comissão Científica da AMB e de manter o formato da formação com foco adequado, sem ampliar excessivamente o escopo.
Sobre relação com operadoras, Adalto Ferreira Lima Júnior, da SBOT, apresentou estratégias para proteger honorários: fundamentar clinicamente os pedidos, incluir laudos de imagem quando pertinente e respeitar as normas, evitando classificações inadequadas de urgência.
Encerrando, Alessandro Queiroz de Mesquita, ortopedista e médico da dor, discutiu terapias regenerativas na cirurgia da mão, apresentando evidências sobre o uso de PRP e ácido hialurônico em condições como túnel do carpo, dedo em gatilho e rizartrose, enfatizando que a escolha terapêutica depende da evolução individual de cada paciente.
Entre em contato para assuntos comercias, clique aqui.