Na manhã desta segunda-feira (10), o Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para discutir a Auditoria Médica na saúde suplementar. O encontro representou o início de um diálogo institucional entre as duas entidades, com foco na melhoria da regulação, na segurança do paciente e no respeito à autonomia médica.
Durante a reunião, foram compartilhados relatos sobre a atuação de profissionais não médicos em atividades exclusivas da medicina, além de preocupações relacionadas à interferência nas decisões clínicas.
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, ressaltou a importância do diálogo técnico entre as instituições e da busca por consensos para fortalecer o sistema de saúde. Ele destacou a necessidade de construir pontes e fortalecer as relações institucionais para um debate produtivo e respeitoso.
A 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, enfatizou que a auditoria médica é uma atividade exclusiva de médicos, conforme a Lei 12842/13. Ela explicou que a Resolução CFM 2.448/2025 foi elaborada para garantir transparência e melhor assistência ao paciente, sem pressões econômicas, protegendo questões como sigilo médico, autonomia profissional e segurança do paciente.
O presidente da ANS, Wadih Damous, destacou o papel regulador da agência e a importância da cooperação institucional para aprimorar normas e garantir a proteção dos beneficiários. Ele ressaltou a necessidade de reduzir conflitos e assegurar que os beneficiários não sejam prejudicados por falhas no sistema.
A reunião também abordou temas como sigilo de dados de saúde, uso ético das informações clínicas, glosas, modelos de remuneração e transparência na relação entre operadoras, prestadores e médicos.
Ao final, CFM e ANS reafirmaram o compromisso de manter um diálogo institucional contínuo para fortalecer a regulação da saúde suplementar e garantir qualidade assistencial aos beneficiários de planos de saúde no Brasil.
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