A agressão sofrida por um médico no hospital, posto de saúde ou consultório é considerada um acidente de trabalho e deve ser notificada como tal, porém, poucos médicos realizam esse registro. Essa questão foi discutida em uma reunião entre o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Hiran Gallo, e o presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Francisco Cortes Fernandes.
No encontro, Fernandes apresentou sugestões para envolver os médicos do trabalho em ações que visam aumentar a segurança nos ambientes médicos. Entre as propostas estão a notificação compulsória de casos de violência, mapeamento epidemiológico, ações preventivas, acolhimento de denúncias e a criação de um guia ANAMT/CFM com orientações para os médicos.
A Anamt considera a violência no ambiente de trabalho como um acidente de trabalho típico, quando o médico é impedido de trabalhar devido à agressão, mas também como uma doença ocupacional, devido ao estresse pós-traumático e outros problemas. Por isso, a associação deseja unir esforços com o CFM em prol da segurança dos médicos, afirmou Francisco Fernandes.
Além disso, a reunião contou com a presença da 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha; do 2º secretário, Estevam Rivello; e do 2º tesoureiro, Carlos Magno Dalapicola. Rocha alertou que os médicos não estão registrando as agressões sofridas, o que acarreta na perda de garantias trabalhistas e apoio institucional.
Carlos Magno elogiou a proposta de notificação compulsória e mapeamento epidemiológico, ressaltando a importância de obter dados mais precisos sobre as causas e consequências das agressões. Ele também destacou a necessidade de registro não apenas em hospitais, mas também em fábricas e outros estabelecimentos, onde muitos médicos do trabalho são agredidos.
O presidente do CFM, Hiran Gallo, agradeceu a visita do presidente da Anamt e a proposta apresentada, enfatizando a importância do registro das agressões para que os médicos possam se proteger diante da violência nos locais de trabalho.
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