O Conselho Federal de Medicina realizou uma audiência na sede em Brasília para debater uma iniciativa voltada ao fortalecimento da neonatologia no Brasil. A proposta mira identificar entraves da área, além de orientar ações para ampliar a formação, melhorar a distribuição e facilitar a permanência de profissionais em distintas regiões.
A ideia foi apresentada por Eduardo Jorge Fonseca Lima, responsável pela Câmara Técnica de Neonatologia do CFM. Entre os temas apontados estão a escassez de profissionais em algumas áreas, vagas ociosas em programas de residência e a necessidade de tornar a formação em neonatologia mais atrativa para médicos.
Como etapa inicial, a Câmara Técnica planeja elaborar um diagnóstico sobre a situação da neonatologia no país. O levantamento deverá coletar dados sobre oferta e ocupação de vagas de residência, distribuição de especialistas e o número de médicos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área.
Para ampliar o mapeamento, poderão ser solicitadas informações aos Conselhos Regionais de Medicina, às secretarias estaduais de Saúde, às comissões estaduais e à Comissão Nacional de Residência Médica, além da Comissão Mista de Especialidades.
Durante a audiência, o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, ressaltou a importância de entender a relação entre a formação de especialistas e as necessidades reais de assistência.
A discussão busca consolidar dados que indiquem não apenas quantos profissionais estão sendo formados, mas onde existem déficits, além de identificar fatores que influenciam a escolha pela neonatologia e a permanência dos especialistas nos diferentes estados.
Também estiveram presentes conselheiros federais Bruno Leandro de Souza, Alcindo Cerci Neto, Hideraldo Luis Souza Cabeça e Antônio Henriques de França Neto, além do 2º secretário do CFM, Estevam Rivello Alves.
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