Com foco em cuidado clínico, uso responsável de recursos tecnológicos e prevenção como pilares da saúde integrada, o Conselho Federal de Medicina promoveu o IV Fórum de Infectologia. A abertura destacou o papel essencial dos infectologistas para a saúde pública, especialmente pela atuação durante a pandemia de COVID-19.
Na primeira rodada de debates, Domingos Sávio Matos Dantas, conselheiro federal por Roraima, destacou os temas centrais do encontro, iniciado com o tópico sobre Cuidados Paliativos na Infectologia. A sessão foi conduzida por Francisco Cardoso Alves e teve Maíra Pereira Dantas como moderadora.
Um dos destaques foi a palestra sobre antibióticos no fim da vida, apresentada por Douglas Crispim. O palestrante traçou o histórico dos antimicrobianos e lembrou a OMS ao classificar a resistência bacteriana como uma urgência global, ressaltando a importância dessas drogas, sem incentivar o uso indiscriminado.
Em seguida, Rodrigo Castilho explorou Diretivas Antecipadas de Vontade em pacientes com doenças infecciosas crônicas, defendendo o valor desse documento e afirmando que a vontade do paciente pode prevalecer sobre opiniões médicas ou familiares.
A mesa de cuidados paliativos encerrou com a apresentação sobre a comunicação de más notícias, proferida por Juliana Ferragut, que também mencionou a possibilidade de atualizar currículos para incluir esse tema na formação dos profissionais.
Na segunda mesa, voltada ao cenário digital, foram discutidos telemedicina, inteligência artificial e uso responsável das redes sociais. A sessão foi presidida por Alessandro Pasqualotto e teve moderador Luís Bermejo Galán, ambos membros da Câmara Técnica de Infectologia do CFM.
A discussão inicial abordou a Telemedicina e sua Aplicabilidade na Infectologia, com Francisco Cardoso descrevendo modalidades de atendimento remoto, a experiência nacional e os limites e benefícios da prática, destacando que a telemedicina amplia o alcance do infectologista sem substituí-lo.
Entre as demais apresentações, destacaram-se a avaliação da IA como possível preditor de resistência bacteriana e, ao final, o debate sobre o uso responsável das redes sociais, apresentado por Graziela Schmitz Bonin, da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica.
A íntegra do IV Fórum de Infectologia do CFM está disponível para consulta.
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