O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou em João Pessoa (PB) mais uma etapa do projeto Divulga CFM, com o objetivo de ampliar o debate com autoridades e cobrar medidas concretas para reforçar a segurança dos médicos nos ambientes de saúde. A iniciativa destaca que a violência não resolve falhas do sistema e que o profissional não pode ser responsabilizado por problemas estruturais da rede assistencial.
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) divulgou um levantamento que apontou a gravidade da situação: aproximadamente 80% dos médicos do estado já foram vítimas de agressões verbais e 10% relataram ter sofrido violência física. O projeto, realizado em parceria com o CRM-PB e autoridades locais, ressalta a importância de ações estruturantes para garantir que os médicos exerçam sua profissão com dignidade, sem o constante medo da violência.
O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, destacou que a resolução do CFM que proíbe a violência contra os médicos durante o exercício profissional busca implementar medidas concretas de proteção nos serviços de saúde. Ele ressaltou a importância do projeto local "Apoie o seu médico", que visa conscientizar a população sobre a realidade enfrentada pelos profissionais de saúde. Souza enfatizou que muitas vezes as condições precárias das emergências, como superlotação e falta de vagas, não são culpa dos médicos, e é essencial que a população os apoie para evitar a violência nos estabelecimentos de saúde.
A ação faz parte de uma mobilização nacional do CFM em busca de respeito e segurança para os profissionais de saúde, destacando que a proteção desses profissionais é fundamental para um atendimento digno e seguro à sociedade. O presidente do CRM-PB ressaltou que a violência não resolve problemas e que é necessário cuidar daqueles que dedicam suas vidas a restabelecer a saúde e a vida das pessoas.
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