A programação da tarde desta quarta-feira (29) do I Fórum Internacional e do VI Fórum de Médicos de Fronteira do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em São Luís (MA), abordou os desafios da revalidação de diplomas, da prática médica transfronteiriça e da assistência materno-infantil em regiões de fronteira. Especialistas ressaltaram a importância de garantir segurança jurídica, qualidade assistencial e estratégias adaptadas às realidades locais.
No Painel 3, o conselheiro federal Estevam Rivello Alves (TO) discutiu a revalidação e prática médica transfronteiriça, enfatizando a proteção do paciente e a qualidade da formação médica. Moira Alejandra Zegarra Rivero, cirurgiã-geral boliviana, destacou a necessidade de um sistema de revalidação que proteja médicos, pacientes e instituições na prática médica transfronteiriça. Pedro Riega López, representante do Colégio Médico do Peru, defendeu a cooperação entre países e a criação de modelos de habilitação com critérios claros.
No Painel 4, Mariane Cordeiro Alves Franco (PA) abordou os desafios da vacinação em áreas indígenas, ressaltando a importância de compreender o território e formar profissionais preparados. Domingos Sávio Matos Dantas (RR) alertou para a queda nas coberturas vacinais e defendeu a integração regional e estratégias de comunicação eficientes. Heliana Nunes Feijó Leite falou sobre os desafios da saúde da mulher nas regiões fronteiriças, destacando a necessidade de adaptar políticas às especificidades locais.
Os debates do 1º dia do Fórum abordaram questões fundamentais para a prática médica em regiões de fronteira, ressaltando a importância da cooperação, qualidade assistencial e adaptação às realidades locais.
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