O presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Ângelo Vattimo, ressaltou a necessidade do Exame de Proficiência em Medicina (Profimed) devido à formação heterogênea e muitas vezes insuficiente dos médicos formados atualmente. O diagnóstico foi feito durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2026, onde também foi discutida a falta de Registro de Qualificação de Especialista (RQE) de 48% dos 203 mil médicos que atuam em São Paulo. Vattimo destacou que a ausência de residência médica para todos os profissionais resulta em um sistema de saúde menos resolutivo, levando a uma medicina mais cara e menos eficiente.
O presidente do Cremesp enfatizou a importância de uma formação rigorosa, conhecimento técnico aprofundado e capacidade de decisão clínica para os médicos. Ele defendeu a realização de um exame de proficiência para os recém-formados, visando garantir a competência mínima, valorizar a formação e reafirmar o médico como líder técnico do cuidado. Com base nesses princípios, o Cremesp lançou uma campanha publicitária que destaca a avaliação como condição para o registro dos médicos recém-formados, com o mote "sem nota, sem proficiência, sem CRM".
A mesa temática "Campanha de valorização do médico" foi coordenada pela 2ª secretária do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, Lais Leboutte, moderada pelo vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso, e secretariada pela coordenadora das Delegacias do Interior do Cremesp, Christiane Cardoso Anicet Leite. O vice-corregedor do CFM ressaltou que a defesa do Profimed não é corporativismo, mas sim a defesa da sociedade, destacando que o governo deve fechar faculdades mal avaliadas no Enamed e o CFM deve garantir que apenas médicos com competência técnica e ética atendam a população brasileira.
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