A Câmara Técnica de Neonatologia do Conselho Federal de Medicina discutiu, em reunião, estratégias para fortalecer a atuação na área, com foco na qualificação da residência médica e na fixação de profissionais em regiões com maior demanda.
Entre os temas, houve ênfase na necessidade de políticas estruturais para enfrentar a baixa atratividade da especialidade e o preenchimento insatisfatório de vagas, indo além da simples ampliação do número de vagas de residência.
O coordenador da Câmara, Eduardo Jorge da Fonseca Lima, ressaltou que o desafio exige ações de longo prazo e políticas de estímulo que tornem a formação mais qualificada, não apenas quantitativa.
Foram apontados três gargalos: a atratividade da área, a concentração regional de especialistas e a carência de incentivos para manter neonatologistas em serviços de maior complexidade; também houve preocupação com o desinteresse de parte dos jovens pediatras pela subespecialização.
Como saídas, o grupo defendeu políticas públicas que valorizem a especialidade, incluindo bolsas complementares para residentes, melhoria da remuneração e incentivos para fixação em regiões carentes, além de sugerir que a Neonatologia seja considerada área prioritária na formação médica.
Foi destacado que a formação envolve seis anos de graduação e mais cinco de residência, reconhecendo esse esforço para assegurar atendimento qualificado aos recém-nascidos em todo o país.
Ao final, foi apresentada a programação preliminar do Fórum de Pediatria e Neonatologia do CFM, marcado para 13 de novembro, em Brasília, com o tema Ética, Ensino e os Grandes Desafios à Assistência ao Recém-Nascido.
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