25/02/2026
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Nevo Congênito Gigante: Condição Rara que Requer Atenção Especial

Neste mês dedicado ao Dia Mundial das Doenças Raras, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca o nevo congênito gigante, uma condição incomum que pode afetar recém-nascidos, trazendo consequências médicas e estéticas significativas.

O nevo congênito gigante é uma pinta presente desde o nascimento, porém com dimensões maiores do que o normal, sendo considerado gigante quando ultrapassa os 20 centímetros na vida adulta. Segundo a Dra. Flávia Bittencourt, da SBD, essa condição é bastante rara, com incidência variando de uma a cada 20 mil a uma a cada 500 mil nascimentos, dependendo do tamanho da lesão.

Uma das principais preocupações relacionadas a essas lesões é o risco de complicações médicas, especialmente o desenvolvimento de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destaca que o risco de evolução para melanoma no nevo congênito gigante é baixo, em torno de 6%, geralmente ocorrendo na primeira década de vida.

Além do risco de melanoma, outra complicação rara, porém possível, é a melanose neurocutânea, que afeta o sistema nervoso central. Cerca de 80% dos pacientes com nevos gigantes apresentam lesões menores, conhecidas como lesões satélites, e quanto maior o número dessas lesões associadas ao nevo gigante, maiores são as chances de complicações neurológicas e de melanoma.

Os especialistas ressaltam que a causa do nevo congênito gigante não está ligada a fatores genéticos específicos ou a cuidados durante a gestação, sendo considerada uma condição aleatória. É importante conscientizar a população sobre doenças raras, destacando a importância do acompanhamento médico e do suporte às famílias afetadas por essas condições, conforme destaca o Dr. Carlos Barcaui, em referência ao Dia Mundial das Doenças Raras.

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