Por muito tempo, a dermatite atópica foi tratada com corticosteroides tópicos e, mais recentemente, com um medicamento biológico injetável chamado dupilumabe (Dupixent; Sanofi, Regeneron). No entanto, nos últimos anos, o cenário de tratamento se expandiu rapidamente. Novos biológicos e moléculas pequenas foram aprovados, incluindo inibidores de interleucina-4 e IL-13, além de inibidores de JAK injetáveis, que oferecem uma modulação imunológica mais precisa em comparação com as terapias sistêmicas tradicionais.
Também surgiram agentes tópicos não esteroidais mais recentes, proporcionando mais opções para pacientes que não desejam uma injeção ou que possuem uma doença mais leve a moderada e não se qualificam para a injeção. Isso oferece mais opções para pacientes com dermatite atópica. Além disso, novas terapias estão em desenvolvimento, visando diferentes vias de citocinas, como a IL-31, indicada especificamente para coceira. Esses esforços visam disponibilizar mais opções de tratamento para os pacientes, permitindo uma abordagem mais personalizada com base em sua doença. No geral, o campo está caminhando para um cuidado mais individualizado, com medicamentos que apresentam eficácia e perfis de segurança aprimorados.
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Neste mês dedicado ao Dia Mundial das Doenças Raras, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca o nevo congênito gigante, uma condição incomum que pode afetar recém-nascidos, trazendo consequências médicas e estéticas significativas. O nevo congênito gigante é uma pinta presente desde o nascimento, porém com dimensões maiores do que o normal, sendo considerado gigante quando ultrapassa os 20 centímetros na vida adulta. Segundo a Dra. Flávia Bittencourt, da SBD, essa condição é bastante rara, com incidência variando de uma a cada 20 mil a uma a cada 500 mil nascimentos, dependendo do tamanho da lesão. Uma das principais preocupações relacionadas a essas lesões é o risco de complicações médicas, especialmente o desenvolvimento de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destaca que o risco de evolução para melanoma no nevo congênito gigante é baixo, em torno de 6%, geralmente ocorrendo na primeira década de vida. Além do risco de melanoma, outra complicação rara, porém possível, é a melanose neurocutânea, que afeta o sistema nervoso central. Cerca de 80% dos pacientes com nevos gigantes apresentam lesões menores, conhecidas como lesões satélites, e quanto maior o número dessas lesões associadas ao nevo gigante, maiores são as chances de complicações neurológicas e de melanoma. Os especialistas ressaltam que a causa do nevo congênito gigante não está ligada a fatores genéticos específicos ou a cuidados durante a gestação, sendo considerada uma condição aleatória. É importante conscientizar a população sobre doenças raras, destacando a importância do acompanhamento médico e do suporte às famílias afetadas por essas condições, conforme destaca o Dr. Carlos Barcaui, em referência ao Dia Mundial das Doenças Raras.