Muitos pacientes costumam procurar um alergista imediatamente para tratar coceiras crônicas ou dermatite atópica, mas, na realidade, muitos deles consultam outros profissionais primeiro, como o médico de cuidados primários, pediatra ou dermatologista. No entanto, os alergistas podem desempenhar um papel fundamental na identificação e tratamento desses pacientes, identificando gatilhos que podem agravar a dermatite atópica, como alérgenos ambientais e irritantes de contato, que podem ser testados na clínica.
Além da identificação de gatilhos, os alergistas estão cada vez mais envolvidos no uso de terapias sistêmicas. Eles estão se tornando mais confortáveis no uso de medicamentos biológicos, tanto tópicos quanto injetáveis, que ajudam a tratar condições atópicas comórbidas que muitos pacientes com dermatite atópica apresentam, como asma, urticária, entre outras.
Dessa forma, os alergistas podem educar esses pacientes, fornecer muitas informações sobre a doença crônica que é a dermatite atópica. Eles também podem orientar os pacientes sobre cuidados básicos, como o uso adequado de produtos para a pele e ajudá-los a seguir seus planos de tratamento uma vez estabelecidos.
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Neste mês dedicado ao Dia Mundial das Doenças Raras, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca o nevo congênito gigante, uma condição incomum que pode afetar recém-nascidos, trazendo consequências médicas e estéticas significativas. O nevo congênito gigante é uma pinta presente desde o nascimento, porém com dimensões maiores do que o normal, sendo considerado gigante quando ultrapassa os 20 centímetros na vida adulta. Segundo a Dra. Flávia Bittencourt, da SBD, essa condição é bastante rara, com incidência variando de uma a cada 20 mil a uma a cada 500 mil nascimentos, dependendo do tamanho da lesão. Uma das principais preocupações relacionadas a essas lesões é o risco de complicações médicas, especialmente o desenvolvimento de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destaca que o risco de evolução para melanoma no nevo congênito gigante é baixo, em torno de 6%, geralmente ocorrendo na primeira década de vida. Além do risco de melanoma, outra complicação rara, porém possível, é a melanose neurocutânea, que afeta o sistema nervoso central. Cerca de 80% dos pacientes com nevos gigantes apresentam lesões menores, conhecidas como lesões satélites, e quanto maior o número dessas lesões associadas ao nevo gigante, maiores são as chances de complicações neurológicas e de melanoma. Os especialistas ressaltam que a causa do nevo congênito gigante não está ligada a fatores genéticos específicos ou a cuidados durante a gestação, sendo considerada uma condição aleatória. É importante conscientizar a população sobre doenças raras, destacando a importância do acompanhamento médico e do suporte às famílias afetadas por essas condições, conforme destaca o Dr. Carlos Barcaui, em referência ao Dia Mundial das Doenças Raras.