A Associação Médica Americana reiterou ao Congresso a necessidade de mudanças que elevem a remuneração dos médicos e facilitem o acesso aos serviços de saúde.
Em uma audiência da Subcomissão de Saúde da Câmara, a entidade detalhou as reformas que apoia para o setor.
Segundo a AMA, o retorno financeiro aos médicos caiu significativamente desde 2001, mesmo ajustado pela inflação, e o Medicare não aplica atualização automática anual de pagamento aos médicos.
Práticas médicas, especialmente em áreas rurais, têm reduzido o número de pacientes com Medicare ou encerrado atividades.
O MedPAC recomendou, em março, elevar o reajuste para médicos que cuidam de pacientes Medicare em 2027 em 0,5%, acrescido dos aumentos de 0,25% e 0,75% ligados ao APM e aos fatores de conversão sob a legislação atual.
Pesquisadores da Health Affairs apontaram que o mecanismo de neutralidade orçamentária não se aplica a pagamentos de hospitais e centros cirúrgicos, exigindo ajustes que geram competição entre especialidades.
A AMA também sinaliza que o MIPS impõe custos de cerca de US$ 12.800 por clínico ao ano e demanda mais de 200 horas de trabalho de médicos e equipes.
O programa é visto como prejudicial a consultórios menores, rurais e independentes pela carga burocrática e pelos custos envolvidos.
Quinn, da American Academy of Family Physicians, afirmou que a atenção primária enfrenta pressão pelo fato de o sistema pagar principalmente por serviços e procedimentos, senão pela coordenação de cuidado e pelo atendimento longitudinal.
Dados indicam que mudanças no Medicare Fee Schedule são passos positivos, mas reformas mais amplas são necessárias para manter prática independente viável e assegurar o acesso dos pacientes aos cuidados em suas comunidades.
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