O tema central, que discute a necessidade de regulamentar a atuação de anestesiologistas nas salas de recuperação pós-anestésica (SRPA), encerrou a programação do II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina em 2026. A mesa contou com a participação de Michelle Nacur Lorentz, responsável pela Câmara Técnica de Segurança do Paciente do CRM-MG.
Ela descreveu situações em que a presença de um anestesiologista na área de recuperação logo após a cirurgia pode influenciar significativamente o desfecho do procedimento. Entre as dificuldades mais comuns na SRPA estão problemas respiratórios e alterações cardiovasculares, como hipoventilação, hipoxemia e obstrução da via aérea superior, além de oscilações de pressão arterial e taquiarritmias, com a parada cardíaca figurando entre as mais graves.
Sobre a necessidade de normatização, Lorentz destacou a importância da Resolução CFM nº 2.174/2017, que regula a prática do ato anestésico. A norma determina que os hospitais garantam a presença de um médico anestesista nas SRPAs para o cuidado e a supervisão dos pacientes.
A resolução também estabelece ao anestesista o registro de ocorrências adversas em anestesia, em alinhamento com o Programa Nacional de Segurança, além de acompanhar o transporte do paciente. Esses pontos foram apresentados pela palestrante na mesa temática do II ENCM 2026, coordenada pelo presidente do CRM-MT, Adriano Bastos Pinho; moderada pelo anestesiologista Carlos Orlando Pasqualotto, conselheiro federal pelo RS; e secretariada por João Anastácio Dias, 2º vice-presidente do Cremego, especialista em medicina do trabalho e em medicina legal e perícia médica.
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