Há evidências consistentes de que a terapia com luz vermelha pode reduzir efeitos adversos da radioterapia em pacientes com câncer.
Em uma entrevista da série Beneath the Surface, o médico Joel Gelfand dialoga com o especialista David Ozog sobre as possibilidades da luz vermelha na prática dermatológica.
Ozog aponta que a luz vermelha, por vezes combinada com infravermelha próxima, tem mostrado resultados promissores no manejo de feridas na boca associadas à radioterapia, ajudando na cicatrização.
Segundo ele, o mesmo tipo de tratamento pode beneficiar condições como herpes simples, herpes labial e mucosite oral, com base em evidências disponíveis.
O especialista relata mais de cinco anos de uso clínico, indicando redução de surtos e até descontinuação de medicação oral após longos períodos; embora relatos sejam anedóticos, estudos apontam para uma direção semelhante.
Além das questões orais, a terapia de luz vermelha pode atuar como complemento no tratamento do fotoenvelhecimento e da acne, com evidências de impacto sobre fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno e pela cicatrização de feridas.
Embora haja benefício, intervenções tradicionais como protetor solar, retinoides e peelings químicos devem permanecer como primeiras opções; a luz vermelha pode oferecer melhorias modestas em linhas finas e cicatrizes.
No que diz respeito à acne, a terapia funciona como anti-inflamatória e tende a dar melhor resultado quando usada junto com a luz azul e outras abordagens confiáveis.
Entre em contato para assuntos comercias, clique aqui.