O segundo dia do I Fórum Internacional e do VI Fórum de Médicos de Fronteira do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em São Luís (MA), destacou a importância das vozes das populações de fronteira, a integração entre medicina tradicional e ocidental e o papel estratégico da tecnologia para ampliar o acesso à saúde em áreas remotas. A programação incluiu a leitura da “Carta de Fronteiras” e a solenidade de encerramento do evento.
No Painel “Vozes da Floresta e das Águas”, lideranças indígenas ressaltaram a relevância da medicina tradicional como forma de cuidado e preservação cultural. Foram discutidos desafios como preconceito, falta de políticas públicas e integração com o SUS. A presidente fiscal da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB) enfatizou a importância da escuta e construção conjunta de soluções para melhorar o atendimento nas regiões mais isoladas.
No Painel sobre a integração entre saberes, foi defendido um modelo de cuidado baseado no diálogo entre diferentes sistemas de conhecimento. Representantes dos saberes tradicionais ressaltaram a importância de considerar dimensões físicas, espirituais e ambientais no processo de cura. Soluções que integram tecnologia e cultura foram apresentadas como forma de ampliar o acesso à saúde.
Especialistas discutiram a telemedicina como ferramenta para superar o isolamento geográfico, destacando a necessidade de responsabilidade ética e adaptação cultural. Médicos relataram os desafios do atendimento nas fronteiras, incluindo dificuldades de acesso, escassez de recursos e lacunas na organização da política de saúde indígena.
A cerimônia de encerramento reuniu lideranças do Sistema Conselhos, que ressaltaram a importância do encontro e a necessidade de humanismo e respeito no cuidado com as populações indígenas. Os debates resultaram em reflexões sobre o papel da medicina tradicional, da tecnologia e da integração de saberes no contexto da saúde em áreas remotas.
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