Entidades representativas da medicina criticam a proposta que permite que cirurgiões-dentistas realizem sedação, inclusive pela via venosa, afirmando que isso eleva o risco de complicações graves e danos neurológicos aos pacientes.
Em comunicado, as três organizações sustentam que sedação é ato médico e que praticá-la sem a qualificação adequada aumenta a possibilidade de problemas; também planejam encaminhar o texto ao Ministério Público Federal para responsabilizar criminalmente os dirigentes que elaboraram a norma.
De acordo com a matéria, o argumento é de que a sedação não se resume a etapas isoladas, mas a uma transição contínua que pode evoluir para estados de sedação mais profundas conforme a necessidade clínica.
Eles destacam que conduzir essa transição exige formação médica, principalmente no manejo das vias aéreas, competências que o treinamento odontológico não abrange.
A polêmica está ligada à Lei do Ato Médico, que determina que sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral são atividades privativas de médicos.
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