Conselho Federal de Medicina divulga "Carta de Campina Grande" com propostas para fortalecer a atuação do médico jovem
14/05/2026
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Conselho Federal de Medicina divulga "Carta de Campina Grande" com propostas para fortalecer a atuação do médico jovem

O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou a "Carta de Campina Grande", resultado do VI Fórum da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, realizado na cidade paraibana. O documento traz propostas para fortalecer a agenda do médico jovem no Sistema Conselhal, criar um observatório nacional sobre formação e mercado de trabalho, ampliar o debate sobre residência médica, enfrentar a violência e a precarização no ambiente profissional, além de promover ações relacionadas à saúde mental, ao uso ético da inteligência artificial e à orientação para o início da carreira médica. Atualmente, cerca de 41% dos 682 mil médicos ativos no Brasil têm até 10 anos de formação.

A "Carta de Campina Grande" também destaca a importância de fortalecer a integração dos médicos jovens na América Latina, em colaboração com a Confederação Médica Latino-Ibero-Americana (Confemel), visando cooperação, intercâmbio e produção de dados regionais. O texto ressalta o papel central que o médico jovem brasileiro desempenha na assistência à população, em diversas áreas como plantões, unidades básicas de saúde, emergências, hospitais, residências médicas, consultórios, pesquisas e entidades médicas.

O coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, Bruno Leandro de Souza, enfatizou que os médicos jovens devem ter um papel ativo que vai além do aspecto assistencial, respeitando os limites éticos estabelecidos pelo CFM e mantendo o cuidado como foco principal da atividade médica. O documento também propõe ações para combater a precarização do trabalho médico, o assédio e a violência laboral, além de oferecer orientações para o início da carreira profissional, abordando temas como ética médica, contratos, publicidade, educação financeira e responsabilidade civil.

Outro ponto relevante da carta é a abordagem sobre o uso ético, seguro e responsável da inteligência artificial e das novas tecnologias na medicina. A "Carta de Campina Grande" reforça a importância de manter o médico como o responsável final pelas decisões clínicas, garantindo a centralidade do paciente na assistência médica.

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