A nomeação para chefiar a FDA ocorreu após a saída de Makary do cargo em maio.
O anúncio foi feito em uma publicação nas redes sociais, onde Overton recebeu elogios por ter trabalhado com o Secretário Kennedy e o Dr. Oz na condução de uma agenda de saúde considerada transformadora.
Overton atua atualmente como assessora adjunta sênior de políticas internas; já foi bolsista na Casa Branca e ocupou funções de liderança em políticas no Center for a Healthy America, ligado ao movimento America First.
Críticos questionam a adequação do seu currículo para a função, destacando a falta de experiência profunda em aprovação de novos fármacos, supervisão regulatória ou recalls de medicamentos.
Outro especialista ressaltou que, apesar das credenciais médicas, o histórico de Overton não apresenta a profundidade regulatória típica do cargo, além de alertas sobre possíveis inclinações partidárias que podem influenciar decisões sobre vacinas e saúde reprodutiva.
Há ainda a objeção de que Overton já havia apoiado uma ordem executiva que previa reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças, o que é visto como sinal de viés político para quem lidará com decisões técnicas.
Também foi levantada a preocupação de que convicções pessoais possam influenciar avaliações sobre pílulas abortivas, cuja segurança é tema frequente de estudo pela FDA.
Segundo relatos, o comissário interino atual, Kyle Diamantas, não avançou para candidatar-se de forma permanente, destacando o desafio político do cargo. O Senado precisará confirmar Overton pela comissão HELP, em meio a histórico de dificuldades em aprovar nomes controversos; recentemente, Erica Schwartz foi confirmada como diretora do CDC.
Entre em contato para assuntos comercias, clique aqui.