Uma ordem executiva assinada neste mês propõe separar a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola em três aplicações distintas.
Especialistas destacam a falta de evidência de benefício na divisão e alertam que mais doses exigiriam mais consultas, possivelmente reduzindo a adesão. Fabricantes indicaram que a implementação completa pode levar até dez anos.
A vacina MMR combinada está em uso há mais de meio século, com duas doses que proporcionam alta proteção contra as doenças.
Dividir o imunizante aumentaria de duas para seis as injeções necessárias para proteção total, elevando também o número de consultas de imunização.
A ideia não é nova: ao longo dos anos houve pressão política para separar MMR, originada por controvérsias associadas a alegações de autismo, alegações contestadas por estudos subsequentes.
O caso remete ao debate iniciado com artigos desacreditados, que levaram a acusações e à perda de licença médica por parte de um pesquisador, além de ligações políticas que influenciaram decisões de comitês de imunização.
Porta-vozes de fabricantes como GSK e Merck afirmaram não haver comprovação científica de que separar as componentes aumentaria a segurança em relação à fórmula combinada. A Merck ressalta décadas de uso licenciado e evidência clínica.
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