Encontrar maneiras de integrar a inteligência artificial na prática clínica, avaliando sua precisão e utilidade, especialmente para os pacientes, pode ajudar os clínicos a confiarem mais nessa tecnologia em seu dia a dia. Segundo especialistas, como James Barry, neonatologista, e Amy S. Oxentenko, gastroenterologista, é fundamental desenvolver confiança na inteligência artificial, principalmente à medida que os pacientes recorrem a ela em busca de respostas.
Barry ressalta a importância de trabalhar com os pacientes e as informações fornecidas pelos modelos de inteligência artificial, em vez de ignorá-las, destacando que o elemento humano ainda é essencial. Ele menciona que, ao convidar a inteligência artificial para a conversa, é possível analisar as informações juntamente com o paciente, o que pode levar mais tempo, mas é parte do processo.
Apesar disso, muitos clínicos ainda não utilizam ativamente a inteligência artificial em sua prática, o que pode impactar a confiança nessa tecnologia. Barry e Oxentenko apontam algumas possíveis razões para essa resistência, mas destacam que a inteligência artificial tem se mostrado eficaz na redução do tempo em determinadas tarefas.
Barry, por exemplo, passou a utilizar ferramentas de inteligência artificial para pesquisa, o que otimizou seu tempo. Já Oxentenko, inicialmente relutante em adotar a tecnologia, percebeu os benefícios da mesma em sua rotina clínica. Ambos concordam que é necessário encontrar um equilíbrio entre a confiança nos sistemas de inteligência artificial, a prática clínica e a formação médica.
Para eles, é fundamental incentivar os colegas clínicos a se envolverem com a inteligência artificial, mesmo diante das hesitações iniciais, pois a evolução rápida dessa tecnologia exige a participação de todos.
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